Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

500 days of Summer...

 

 

Vamos ser directos: o cinema (nomeadamente o americano) já produziu uma quantidade mais que suficiente de comédias românticas para que hoje em dia, ao encararmos a perspectiva de ver mais um filme dessa categoria, já saibamos desde o primeiro segundo como é que tudo aquilo acontece, como acaba, que passos vão acontecer...

Já sabemos perfeitamente que os amantes em questão se conhecem "por obra do destino que os quer juntar", que algures entre o meio e o fim acontece alguma coisa que os faz separar porque um deles fez (ou o outro pensa que ele fez) uma qualquer parvoíce que na realidade até nem queria fazer... e que no fim, mesmo naqueles últimos minutinhos, lá há um qualquer gesto muito romântico que os volta a juntar e que depois vivem felizes para sempre. E nós, que lá estamos muito emocionados à espera de ver se ela sempre o aceita de volta (ah, que surpresa... aceitou!!!), pensamos: ai que lindo... quem me dera que fosse assim comigo!

 

No entanto, de tempos a tempos aparece um filme que foge a este estereótipo. E por vezes, ainda mais raramente, estas excepções tornam-se em algo verdadeiramente excepcional. É, por exemplo, o caso de Eternal Sunshine of the Spotless Mind, um filme simplesmente brilhante...

 

E é também o caso de 500 days of Summer. Um filme fantástico, que retrata a relação entre duas pessoas com um realismo por vezes atroz, que nos incomoda... porque não é suposto ser assim nos filmes!! De facto, talvez seja tão mais próximo da realidade do que daquilo que "um filme romântico é suposto ser" que nem sequer chegou a estrear nas salas de cinema portuguesas, apesar de ser internacionalmente aclamado como um dos melhores filmes de 2009...

 

Gosto muito da maneira como a história é contada, com saltos temporais constantes (já não é uma novidade, mas a verdade é que não são muitos os realizadores a conseguir usar este "truque" com mestria suficiente para que isso seja de facto positivo para a história que se está a contar). Os protagonistas têm interpretações fantásticas. Zooey Deschanel é muito expressiva e "cínica" o suficiente para o seu papel... Joseph Gordon-Levitt (que muitos reconhecerão da série "3o calhau a contar do sol") é versátil, empático e por vezes magistral na interpretação do desesperadamente apaixonado. Claramente o filme só ganhou em não ter nenhuma das grandes figuras de Hollywood!

 

Tirar filmes da Internet é crime... Mas se os senhores do audiovisual português consideram que um filme destes não é passível de ser mostrado no nosso país, como é que é suposto que tenhamos contacto com obras-primas destas??

Por isso, façam um favor a vocês próprios e façam por ver este filme... depois para "compensar" a malta compra o dvd... se algum dia estiver à venda em Portugal!

 

 

Se nos mostrassem filmes destes desde que éramos pequenos, em vez das comédias românticas do costume, talvez hoje não tivéssemos todos padrões um bocado irrealistas no que às relações e ao amor diz respeito...

Afinal, como eles fazem questão de alertar desde o início do filme: "You should know upfront: this is not a love story!".

 

 

 

sinto-me: Chuvoso!!
música: Sweet Disposition - The Temper Trap
publicado por Nuno às 16:35
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7 comentários:
De Andreia a 26 de Fevereiro de 2010 às 19:57
ora, mto bem descrito. era isso mm q queria dizer c sentimentos ambiguos.

é impossível não gostar do filme, pq está mto bem conseguido. por outro lado, é um filme que incomoda. precisamente por estar tão perto da realidade. acabamos por encontrar mtas semelhanças com a realidade e acabamos por fazer comparações inevitáveis.
De Calmão a 8 de Março de 2010 às 20:14
Sr. C. Para não cometer nenhum crime...tu podes emprestar-me o teu???
De Fátima a 9 de Setembro de 2010 às 23:48
Perfeito :)
De Anónimo a 23 de Novembro de 2010 às 16:05
Ainda assim, cortava o filme uns minutinhos antes... Na espera da entrevista, talvez.
De Nuno a 23 de Novembro de 2010 às 16:14
E perder o "I'm Autumn."??? Náááááá.... É aí que está a parte da esperança no futuro! ;)
De Anónimo a 24 de Novembro de 2010 às 13:23
Mas isso é que daria a diferença ao filme!
De Nuno a 24 de Novembro de 2010 às 13:48
O filme não acaba com um "viveram felizes para sempre"... nem sequer se sabe se aquilo teria dado alguma coisa ou não... limita-se a dizer que chega o dia em que a tempestade começa a acalmar. Ou neste caso ao contrário, em que o "Verão" acaba e começa o "Outono" (sendo que esse Outono, mais do que aquela rapariga em particular, significa ali todo o "resto da vida"...). Simplesmente aquele é o momento que marca o fim dos 500 dias... sem esse momento daria a impressão que eles poderiam ter continuado, até serem 700, 1000, 1200... ;)

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