Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Arroz-doce...

 

Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008, por volta das 20 horas, depois de três horas e meia de viagem entre Tires e a bela aldeia de Cortiçada… Acabo de estacionar o carro no sítio do costume, em frente à casa da minha avó, que fica ao lado da minha, e lá estão a minha mãe e a minha tia Isabel à conversa… Depois dos cumprimentos e conversas normais daquela situação em que chego de viagem, a minha mãe vai a casa buscar algo, deixando-me a sós com a minha tia que, aproveitando a oportunidade, dispara prontamente:

 
- Olha lá, então já arranjaste uma namorada nova?
- Ainda não tia. – Pausa. Ao sentir o olhar que claramente indicava vir a caminho um qualquer comentário, acrescentei rapidamente: – estou a tratar disso…
- Então que andas a fazer? Está na tua vez… Olha que eu quero ir comer um arroz-doce a tua casa! (na terrinha dos meus pais, e com certeza que em muitas outras, o arroz-doce era tradicionalmente algo que só se fazia nas maiores festas, era um símbolo de festa, pois ninguém teria possibilidades de o fazer várias vezes ao longo do ano… e claro que a maior das festas eram sempre os casamentos, onde se distribuíam pratos de arroz-doce pelos convidados na véspera, pelo que se tornou numa espécie de doce típico dos casamentos… deu para perceber onde ela queria chegar!).
 
Claro que tentei desconversar, dizendo que ainda iria eu comê-lo a casa dela primeiro quando a minha prima Mónica se casasse ou na ordenação do meu primo Carlos, ao que ela atira:
- A minha Mónica não se vai casar tão cedo e o Carlos ainda leva pelo menos 5 anos a ordenar-se, não me digas que não te casas antes disso??
 
Aqui foi o momento em que fiquei calado!
 
Felizmente a minha mãe apareceu nesse momento, qual super-herói, para me salvar e a conversa ficou por ali…
 
Por isso, considero que já fiquei avisado: está na hora de começar a pensar mais a sério no arroz-doce! Como se eu, que sou guloso por natureza, não andasse já a pensar nele há muito tempo…!!
 

Mas fica aqui a promessa: Tia Isabel, garanto que assim que me for possível haverá pratos e pratos de arroz-doce… Assim que arranje alguém com quem o possa fazer!!! Prometo que vou continuar a tratar disso!

 

sinto-me: Guloso!
música: Pó de Arroz - Carlos Paião
publicado por Nuno às 18:34
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Um abraço...

 

Mais um mês de Agosto que se aproxima vertiginosamente do seu fim… E como em todos os anos, também este mês de Agosto foi cheio de dias diferentes do que é mais comum, mas de uma forma diferente. Este ano não houve as tradicionais semanas no norte (apenas uns três dias que começarão hoje à tarde)… Mas voltou a haver a semana de Grande Encontro.
 
O Grande Encontro (GE) é uma actividade do Movimento Shalom, do qual faço parte, na qual durante uma semana jovens de vários pontos do país se encontram para debater um tema.
Há já três anos que não participava e mesmo dessa vez estive lá como membro de uma das equipas de serviço, a equipa de secretaria, o que torna a experiência um pouco diferente… Como verdadeiro participante já lá iam oito anos desde o meu último GE.
É óbvio que uma semana inteira passada num mesmo local, em contacto permanente com outras pessoas, traz momentos que nos marcam, onde tudo é vivido um pouco mais intensamente. É sempre extraordinário conhecer novas pessoas e partilhar com elas os momentos de trabalho, de reflexão, de oração, de convívio, de pura palhaçada, etc.
Este GE foi muito importante para o Movimento, para os três anos que aí vêm, uma vez que teve como tema “Evangelização – desafio de uma vida”… Sendo a evangelização do jovem pelo jovem a missão do Movimento e tendo o último congresso definido a evangelização como uma das linhas de acção a aprofundar no próximo triénio, este GE não podia ter vindo em melhor altura.
 
De um ponto de vista mais pessoal… haveria muita coisa a destacar! A participação junto com os mais novos, a eucaristia inicial, o filme de terça-feira, a oração de quarta, o raide nocturno das “Forças Armadas Shalom” (é tão bom sentirmo-nos novamente crianças, de vez em quando!!), o aprofundamento de algumas amizades…
Mas acima de tudo, foi importante para mim o crescer da definição de algo que trazia cá dentro já há algum tempo. A sensação de que está na altura de me reencontrar, e encarar o futuro com um pouco mais de alegria e optimismo… Claro que tudo isto vem ainda muitíssimo associado a um grande medo. Afinal de contas, nada de concreto mudou… mas ao mesmo tempo, mudou muita coisa em mim.
 
Tenho medo de querer dar passos maiores que as pernas… por isso vou evitar palavras que me comprometam em demasia… mas às vezes há momentos que são verdadeiras curas para os males de que vimos sofrendo.
Há acontecimentos que são difíceis de explicar porque foram tão importantes para nós. Por muito que relatemos, com a maior precisão possível, tudo o que aconteceu, não conseguimos mesmo assim transmitir tudo o que vivemos, o que sentimos, o que crescemos.
Como é que se descreve um abraço? Especialmente quando esse abraço, que dura tão poucos segundos, parece ficar agarrado a nós, de tal forma que dias depois ainda o sentimos…
Como se explica que um olhar e um sorriso nos fiquem de tal maneira gravados na alma, que de cada vez que se fecha os olhos é essa a imagem que imediatamente aparece?
 
Por isso, esta semana foi tempo de olhar o futuro, sem que tenha sido necessário considerar demasiado o passado… E essa foi a grande novidade deste verão!

 

 

 

sinto-me: Bem...
música: The Beginning Song - Rita Redshoes
publicado por Nuno às 14:14
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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

O que é um ano...?

 

É estranho como o tempo, que na realidade é constante (ou seja, demora tanto a passar quanto sempre demorou), a nós nos parece ser algo tão variável. Uma mesma quantidade de tempo parece-nos umas vezes demasiado rápida, outras demasiado lenta… às vezes parece durar uma eternidade, outras parece ter passado num ápice. E por isso, às vezes torna-se difícil perceber quando é que uma certa porção de tempo é excessiva ou curta: porque o tempo, que anda sempre ao mesmo ritmo, parece-nos sempre bastante subjectivo e variável.

 

Há situações em que um ano é claramente tempo a mais. Outras em que é objectivamente pouco. E no entanto continuam a ser, em ambas as situações, os mesmos 365 dias (ou 366, como neste ano), as mesmas 8.760 horas (ou 8.784), os mesmos 525.600 minutos (ou 527.040)…

 

Só para dizer que os últimos 527.040 minutos da minha vida foram claramente tempo a mais sem ver alguém que é importante para mim. Aliás, até custa a admitir que já passaram 8.784 horas desde a última vez que vi essa pessoa. Especialmente porque, mesmo ao fim de 366 dias, continuo sem encontrar motivos para não a ver.

A vida vai correndo, os dias vão passando, as ideias vão mudando, os sentimentos vão assentando… Mas as pessoas que nos são realmente queridas fazem-nos sempre falta. Mesmo quando o espaço que ocupam em nós e o papel que desempenham na nossa vida se alteram. E é isso que me faz sentir uma profunda saudade dessa pessoa que, apesar de uma forma completamente diferente, continua a ser tão importante para mim.

 

 

sinto-me: Com Saudades
música: Where are u? - Silence 4
publicado por Nuno às 19:40
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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

O pior cachorro de sempre...

 

De vez em quando acontece reencontrarmos alguém que não vemos há algum tempo. Alguém com quem se chegou a partilhar um pouco da vida, tenha sido na escola, trabalho, um antigo vizinho, ou simplesmente alguém de quem em determinada altura se estava mais próximo e com o decorrer dos anos se perdeu um pouco o contacto.

 

Nesses reencontros de ocasião, em que por acaso chocamos com essa pessoa na rua, no centro comercial ou até na internet, para além de meia dúzia de palavras sobre como têm decorrido os últimos anos de vida, fica sempre a mítica frase "havemos de combinar um cafézito para pôr a conversa em dia". E normalmente o que é que acontece? Claro, o café acaba por nunca se combinar, o número de telemóvel trocado nunca é usado e fica só a ocupar espaço na lista de contactos. E nós sabemos sempre que é isso que vai acontecer. Mas mesmo assim continuamos a dizer sempre a mesma frase, como se naquele momento acreditássemos mesmo que ela era para cumprir.

 

Por isso, das poucas vezes em que realmente se chega a concretizar o tal café, chega quase a haver uma sensação de estarmos a pisar solo inexplorado, como se rompêssemos as fronteiras e chegássemos onde nenhum homem ousou antes ir! Simplesmente é raro chegar mesmo a acontecer. Se acontece, é sinal de que dessa vez não dissemos "a frase" só da boca para fora. É porque houve mesmo alguma vontade de voltar a encontrar aquela pessoa, porque no fundo ainda a sentimos como amiga, como em algum ponto da História verdadeiramente foi.

 

Ontem foi dia de ir beber um desses cafés. Nem sequer houve café envolvido, o plano era um pouco mais ambicioso e interessante que isso! Mas foi muito bom ver que se cumpriu o que à partida podia ter parecido apenas mais uma dessas frases tipo-vamos-beber-café!

A noite foi bastante boa... Mesmo com o acidente de pelo meio ter como jantar uma das piores coisas que já comi na vida!!! Não tenho mesmo qualquer dúvida que nunca em 27 anos de vida tinha comido um cachorro tão mau, mas tão mau que nem dá para descrever! Mas até isso valeu a pena, porque foi largamente compensado pelo concerto e pela companhia! De repente senti-me de novo em 2001...

 

Que venham mais dias e noites destas, pode ser? (e fico à espera do convite para jantar... logo se decide quem cozinha!!!)

 

 

(o vídeo que aqui vem hoje não tem grande qualidade, mas dá para ser percebido por quem de direito...)

  

  

sinto-me: Electric
música: Together in Electric Dreams - Human League, by David Fonseca
publicado por Nuno às 11:43
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