Domingo, 21 de Setembro de 2008

Pushing Daisies...

 

Enquanto continuo a tentar descobrir que palavras escrever aqui, das milhares que de há umas duas semanas me assaltam a mente constantemente mas que teimam em não formar um texto consistente, hoje aproveito para deixar aqui uma recomendação...

 

Descobri, há algumas semanas, na RTP2 uma série que me fascinou (e que entretanto já chegou ao fim da sua primeira temporada).

 

Pushing Daisies é uma série com uma áura mágica, colorida e que parece saída de um qualquer sonho. A história, ao ser explicada parece estranha... Ned descobre em criança que tem um dom muito especial: com um toque é capaz de reanimar algo ou alguém que esteja morto. Mas também descobre rapidamente que este dom tem algumas regras... com um primeiro toque dá vida ao que já a tinha perdido, mas com um segundo toque a morte regressa... para sempre. Para além disso, se a reanimação durar mais que alguns segundos, outra pessoa morre no lugar da que foi reanimada, como que para reequilibrar as coisas.

Ao perceber da pior maneira as implicações do seu dom, ele acaba por se afastar do contacto profundo com outras pessoas e começa a ganhar a vida a fazer as mais deliciosas tartes de sempre (com a utilização do seu dom, a fruta acaba por manter sempre o seu melhor sabor...). Até que um dia um detective privado descobre o segredo de Ned e começa a usá-lo como ajudante para deslindar casos de assassinatos. Ned reanima os mortos por alguns segundos, o suficiente para que eles contem quem os matou e em que circunstâncias.

Até que um dia, o morto em questão é alguém conhecido de Ned... Chuck, a sua vizinha, em criança... a única rapariga que amou. E Ned simplesmente não é capaz de a devolver à morte. E aqui começa a história que serve de pano de fundo a toda a série. O amor puro entre os dois protagonistas, que sempre foram o único amor um do outro, mas que nunca poderão tocar-se, sob pena de que Chuck volte irremediavelmente a morrer.

 

Se tudo isto parece estranho e confuso, aconselho vivamente a que dêem uma olhada na série (que na américa tem a estreia da segunda temporada no próximo dia 1 de Outubro).

 

Para ver os primeiros 6 minutos e meio da série: http://www.youtube.com/watch?v=tJ5eZvzNn30&feature=related

 

Para ver um pequeno resumo da história: http://www.youtube.com/watch?v=_GyE21TYvzo

 

 E aqui fica uma pequena e belíssima cena final do sexto episódio da primeira série...

 

 

Ned: You’re the only one for me.
Chuck: I know you feel that now, but… there are things you want, there are things we both want…
Ned: So, everybody wants stuff… We wake up every day with a list of wishes a mile long, and maybe we spend our lives trying to make those wishes come true, but just because we want them, it doesn’t mean we need them to be happy.
Chuck: What do you need to be happy?

Ned: You.

 

 

sinto-me: Estranho!
música: In the arms of the Angel - Sarah McLachlan
publicado por Nuno às 14:58
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Quase perfeit(a)...

 

Para ouvir em repeat durante horas e horas a fio... Ou, nessa impossibilidade, para ir cantando mentalmente, com um sorriso meio parvo na cara (mesmo durante uma viagem em que se fica sem gasóleo em plena auto-estrada!):

 

 

Quase Perfeito - Donna Maria

 

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

 

Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia

 

Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça

 

Se um beijo é quase perfeito

Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

 

Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito

 

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

 

Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

 

Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito

 

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

 

 

Quase perfeito - Donna Maria
sinto-me: Dividido
música: Quase Perfeito - Donna Maria
publicado por Nuno às 16:19
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Haja Folia...!

 

 A noite de sexta-feira, dia 29 de Agosto, foi diferente do comum. No programa estava uma ida à Quinta da Regaleira, em Sintra, para assistir à peça “Folia! Tu és isso”. Esta peça é uma nova versão da que já no ano passado, também por esta altura de verão, esteve no mesmo cenário: “Folia! Mistério de uma noite de Pentecostes”.

 
Trata-se de “uma recriação dos momentos fundamentais da Festa do Espírito Santo, desde a sua origem medieval, refundada pela Rainha Santa Isabel, até à actualidade, tal como ainda se celebra no Penedo, nos Açores, no Brasil e nas comunidades de emigrantes americanos. Tendo conhecido, desde o século XIII ao XVI, uma invulgarmente rápida e vasta expansão, no continente, ilhas e colónias – sendo mesmo celebrada a bordo das naus da Índia – , a Festa foi considerada por Jaime Cortesão, António Quadros, Natália Correia, Lima de Freitas e Agostinho da Silva um dos fenómenos mais específicos e simbolicamente emblemáticos da cultura portuguesa e lusófona e da sua vocação ecuménica e universalista.”
Mais do que estar ligada a uma qualquer religião (apesar da óbvia influência cristã), esta tradição parece ser nascida de uma certa espiritualidade popular, numa relação entre o religioso e o profano.
 
Há momentos que são talvez um pouco difíceis de perceber para o comum dos espectadores, mas o livrinho fornecido ajuda na interpretação do que está a acontecer.
 
A Quinta da Regaleira é, talvez, o único sítio onde a peça faz todo o sentido, onde ela fica completa, porque parece respirar-se ali um ar diferente, que naturalmente nos predispõe para a experiência que durante essa noite vivemos. Há um constante encantamento no ar! Cada momento, cada caminhada entre os locais dos vários actos, a música das gaitas de foles a ecoar pela noite, cada som, cada cheiro, nos envolvem mais e mais numa atmosfera um pouco mágica, onde às tantas sentimos que não nos iremos surpreender se fadas e gnomos começarem a sair detrás das pedras…
 
O Bodo comunitário é o momento alto da festa! Come-se, bebe-se, ri-se bastante… e dança-se! Dança-se já totalmente submergido no espírito da magia e da alegria contagiante… Dança-se como se naquele momento já pouco ou nada existisse fora daquele espaço, como se já não houvesse mais ninguém a não ser as pessoas que ali nos acompanham, a pessoa cuja mão seguramos enquanto damos voltas e voltas ao som da música, ou o par que seguramos pelo braço e partilha connosco os 16 passos para a frente, volta, mais 16 passos, 8 batidas do pé direito frente a frente, mais 8 do pé esquerdo e três meias-voltas da dança final.
 
“Haja Folia” é talvez a frase mais ouvida da noite… e, de facto, depois da preparação necessária, de deixarmos os nossos nomes e proveniências lá fora, de sermos libertados da condição de prisioneiros... o que se vive é Folia!
 
Uma noite mágica, a recordar por muito tempo, sem dúvida! Saboreando aos poucos os vários momentos vividos e apreciando a companhia de quem embarcou comigo naquela verdadeira viagem.
 

Que haja sempre Folia!!!

 

 

sinto-me: Folia!
música: Música do Bodo a soar nas gaitas de foles
publicado por Nuno às 15:10
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito

mais sobre mim

pesquisar

 

Fevereiro 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
27
28

posts recentes

500 days of Summer...

Stop 4 a minute...

Fundamental...

O regresso do Palma...

A dream in a restless nig...

Reruns...

A Bioquímica do amor...

Dreams...

The Fixer...

Pessoas...

Coisas simples...

Antigas memórias de tempo...

Eh Eh Eh Eh, este ano é q...

Histórias de vida...

Ansiedades...

Coisas perfeitas...

Lover, you should've come...

Dificuldades de comunicaç...

Cansaço...

O que eu te queria dizer....

How these days grow long....

Crónica de um dia normal....

Conversas adiadas...

Tempo de focar...

O telemóvel e o amor...

Pensamentos recorrentes.....

Uma pequena história...

Tic tac...

One more daisy...

Esta coisa de gostar de a...

Pushing Daisies...

Quase perfeit(a)...

Haja Folia...!

Arroz-doce...

Um abraço...

O que é um ano...?

O pior cachorro de sempre...

Tristeza inexplicável...

O caderno de climatologia...

Aconteceu...

Dor...

A brand new start...

arquivos

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

blogs SAPO

subscrever feeds