Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Reruns...

 

Já alguma vez sentiram que a vossa vida anda em círculos? Que já passaram por aquelas mesmas situações, em ocasiões semelhantes da vida?

A mim tem-me acontecido com alguma frequência… a sensação é algo semelhante à que se tem quando, num qualquer domingo em que se vegeta em frente à televisão, ao mudar de canal se dá com um filme que não se tem a certeza de qual será, mas que pensamos inevitavelmente “onde é que eu já vi isto antes? Tenho a sensação de já ter visto isto em algum lado!”.

 
É isso mesmo… Já vi isto antes! Já estive aqui… já sei onde este caminho vai dar… já sei, acima de tudo, onde é que ele não vai dar! E se há situações que nos transmitem essa mesma sensação mas que, de alguma forma, “controlamos” e, por essa razão, podemos terminar, transformar, whatever… outras há que não dependem minimamente de nós. O filme acabou de começar, as pilhas do comando acabaram de se esgotar e é domingo à tarde, o que nos leva a estar num estado vegetativo tal que não dá sequer para pensar em levantar do sofá e mudar o canal manualmente. Não há alternativa que não seja levar com o filme todo, até ao fim… e, pelo andar da coisa, dá ares de ser o Mamma Mia… o que torna tudo ainda muito mais doloroso!!!

 

Oh well… há que pensar em aderir urgentemente à Tvcabo, ou Meo, ou qualquer coisa do género!

 

sinto-me: In a Loop!
música: Owner Of Her Heart - David Fonseca
publicado por Nuno às 16:27
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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

A Bioquímica do amor...

 

Encontrei aqui este texto, bastante interessante e que explica muitas coisas. É grandinho e está em Português do Brasil, mas vale a pena ler... É engraçado perceber alguns aspectos bioquímicos por detrás de algo que consideramos sempre apenas no aspecto romântico e da idealização! Enjoy!

 

 

"O amor é um fenômeno neurobiológico complexo, baseado em atividades cerebrais de confiança, crença, prazer e recompensa, atividades essas que envolvem um número elevado de mensageiros / efetores químicos (T. Esch, G.B. Stephano, The neurobiology of love, Neuroendocrinology Letters No.3 26 (2005); H.E. Fisher, Why We Love: The Nature and Chemistry of Romantic Love, Henry Holt and Company, New York, 2004). 


O amor é freqüentemente dito como um fenômeno místico, muitas vezes espiritual, por vezes apenas físico, mas sempre como uma força capaz de determinar o nosso comportamento. Não será aqui discutida a magia do amor, mas apenas o amor do ponto de vista da bioquímica que lhe está associada: os compostos químicos que atuam sobre o nosso corpo – sobre o nosso cérebro, em particular – e nos transmitem todas as sensações e comportamentos que associamos ao amor.

 

 

As 3 fases do amor romântico

 

 

Foi a antropóloga Helen Fisher, que propôs a existência de 3 fases no amor, cada uma delas com as suas características emocionais e os seus compostos químicos próprios (H.E. Fisher, Lust, attraction, and attachment in mammalian reproduction, Human Nature – An Interdisciplinary Biosocial Perspective 9 (1998) 23-52 ; H.E. Fisher, A. Aron, D. Mashek, et al. Defining the brain systems of lust, romantic attraction, and attachment, Archives of Sexual Behaviour 31 (2002) 413-419.


A primeira fase é chamada "fase do desejo" e é desencadeada pelos hormônios sexuais, a testosterona nos homens e o estrogênio nas mulheres. É a circulação destes hormônios no nosso sangue – que se inicia na fase da adolescência – que torna o nosso cérebro interessado em parceiros sexuais. Ou, nas palavras de Helen Fisher "é o que nos leva a sair à procura de qualquer coisa".


A segunda fase é a "fase da atração", é quando nos apaixonamos, ou seja, é a altura em que perdemos o apetite, não dormimos, não conseguimos concentrar-nos em nada que não seja o objeto da nossa paixão. É uma fase em que podem acontecer coisas surpreendentes, que por vezes dão origem a situações divertidas (para os outros) e embaraçosas (para o próprio): as mãos suam, a respiração falha, é difícil pensar com clareza... enfim... e isto tem relação com outro conjunto de compostos químicos que afetam o nosso cérebro: a norepinefrina que nos excita (e acelera o bater do coração), a serotonina responsável pelo controle e equilíbrio emocional, e a dopamina, que nos faz sentir felizes.

 

 

Curioso é verificar que todos estes compostos químicos são controlados por um outro, chamado feniletilamina. Aparentemente, a feniletilamina é degradada rapidamente no sangue, sendo que não haverá possibilidade de atingir uma concentração elevada no cérebro por ingestão...


A feniletilamina controla a passagem da fase do desejo para a fase do amor e é um composto químico com um efeito poderoso. As pessoas que tem elevada produção de feniletilamina ou que são mais responsivas aos seus efeitos tendem a saltar de romance em romance, abandonando cada parceiro logo que o "cocktail" químico inicial se desvanece. Quando permanecem casados, os "viciados do amor" são freqüentemente infiéis, na busca de mais uma dose de excitação extra. Entretanto, o nosso corpo desenvolve naturalmente a tolerância aos efeitos da feniletilamina e cada vez é necessário maior quantidade para provocar o mesmo efeito, sendo portanto, que tais pessoas acabam por atingir um equilíbrio tão logo atinjam esta fase de tolerância a feniletilamaina.


A terceira fase é a "fase de ligação" – passamos à fase do amor sóbrio, que ultrapassa a fase da atração / paixão e fornece os laços para que os parceiros permaneçam juntos. Há dois hormônios importantes nesta fase: a oxitocina e a vasopressina. A oxitocina é também chamada a hormônio do "carinho" ou do "abraço", é uma pequena proteína, com apenas nove aminoácidos, produzida no hipotálamo. Esta proteína atua em certas partes do corpo (como por exemplo na indução do trabalho de parto) assim como em regiões cerebrais cuja função está associada com emoções e comportamentos sociais. Em animais, a oxitocina contribui para as uniões sociais (incluindo uniões macho-fêmea e uniões mãe-filho) e acredita-se que também atua diminuindo as resistências que os animais têm à proximidade de outrem. Num estudo efetuado em 2003, verificou-se que a inalação de oxitocina provoca um aumento da confiança nos outros (M. Kosfeld, M. Heinrichs, P.J. Zak, et al., Oxytocin increases trust in humans, Nature 435 (2005) 673-676). Este hormônio é liberado por ambos os sexos durante o orgasmo. O que parece indicar que quanto mais sexo um casal praticar, maior é a ligação química entre eles... H. Fisher sugere mesmo que a melhor forma de uma mulher se re-apaixonar pelo seu companheiro – na fase em que a relação já esfriou – é ter sexo (e, sobretudo, orgasmos) com ele (H. Fisher (Excerto de entrevista) Love@National Geographic Magazine, Fevereiro 2006; National Geographic Portugal, Fevereiro 2006, pag. 32).


A vasopressina é atualmente conhecida como o hormônio da fidelidade. É também uma pequena proteína de nove aminoácidos (8 dos quais comuns à oxitocina) e o seu papel no corpo humano é vasto – o nome vasopressina, por exemplo, está claramente relacionado com a sua ação sobre a pressão sanguínea.Em estudos recentes com um tipo de roedor dos campos foi revelada a sua relação com o comportamento monogâmico dos machos. Os estudos compararam o comportamento de duas espécies próximas de roedores do género microtus: a espécie microtus ochrogaster, de comportamento monogâmico e a espécie microtus montanus, de comportamento poligâmico promíscuo (M.M. Lim, Z.X. Wang, D.E. Olazabal, X.H. Ren, E.F. Terwilliger, L.J. Young, Enhanced partner preference in a promiscuous species by manipulating the expression of a single gene, Nature 429 (2004) 754-757). Os estudos de comportamento da espécie monogâmica mostraram que antes do acasalamento, a relação dos machos com os outros machos e fêmeas era uniforme. Contudo, após um dia de acasalamento, o macho fica "preso" à fêmea pelo resto da vida e não se aproxima de outras fêmeas nem admite a aproximação de outros machos. Aparentemente, é a produção de vasopressina após o ato sexual que determina este comportamento amoroso do macho, que apresenta um elevado número de receptores de vasopressina no cérebro. Contrariamente à espécie monogâmica, a espécie promíscua apresenta um número muito reduzido de receptores de vasopressina. Quando o roedor promiscuo é manipulado geneticamente para desenvolver receptores de vasopressina torna-se monogâmico. Por outro lado, quando é injetado um fármaco que inibe o efeito da vasopressina na espécie monogâmica, os casais perdem a sua devoção mútua e o macho deixa de defender a fêmea da aproximação de outros machos (H. Fisher (Excerto de entrevista) Love@National Geographic Magazine, Fevereiro 2006; National Geographic Portugal, Fevereiro 2006, pag. 32). Segundo Larry Young, da Universidade Emory , "todos os animais sentem prazer no sexo, mas a vasopressina permite associar esse prazer a características específicas de um parceiro – como o odor, no caso dos ratos"(o mesmo ocorre em fêmeas, só que por meio de outra molécula, a oxitocina).

 

 

A escolha do parceiro


A escolha de um parceiro é um processo que visa garantir a continuidade da espécie. Mesmo que não se pense muito nisso, a verdade é que se as escolhas fossem sempre mal feitas, a espécie não teria sobrevivido.


Entretanto, há outros fatores envolvidos e um fator relevante parece ser o perfil genético: o parceiro escolhido deve ter os melhores genes possíveis, já que esses genes vão ser passados aos filhos. Assume um papel importante o chamado Complexo de Histocompatibilidade Principal, relacionado com a defesa imune. Aparentemente, todos nós procuramos naturalmente alguém com um sistema imune diferente do nosso, para conseguir que os filhos tenham o benefício de ambos os sistemas. No fundo, quando nos sentimos atraídos por alguém, pode ser apenas porque gostamos dos genes dessa pessoa. Mas como é que nós avaliamos os genes dos possíveis parceiros? Este é um assunto ainda em discussão, mas no qual a bioquímica volta a assumir o papel principal! É amplamente conhecido que vários animais, comunicam entre si através de substâncias químicas designadas por ferormônios. O nome ferormônio deriva do grego fero, transportar e de hormônio, associado a excitar. Numa tradução livre, os ferormônios são "transportadores de excitação". O primeiro ferormônio a ser isolada, em 1961, recebeu o nome de bombicol, por ser a substância usada pelas fêmeas do bicho da seda – cujo nome científico é bombix mori – para atrair os machos. Até recentemente assumia-se que na espécie humana o processo de seleção de parceiros era baseado essencialmente em estímulos visuais. No entanto, hoje já é mais ou menos consensual na comunidade científica que a espécie humana também tem a capacidade de distinguir o genes do parceiro através do cheiro e que a visão pode ter um papel mais secundário (A. Comfort, Likelihood of human pheromones, Nature 230 (1971) 432; A. Weller, Human pheromones – Communication through body odour, Nature 392 (1998) 126-127; K. Stern, M.K. McClintock, Regulation of ovulation by human pheromones, Nature 392 (1998) 177-179 ; A. Motluk, New Scientist, 7 (2000). Pelo menos esta é a conclusão do teste das camisas suadas, realizado em 1995 (C. Wedekind, T. Seebeck, F. Bettens, et al. MHC-Dependent mate preferences in humans, Proceedings of the Royal Society of London Series B-Biological Sciences 260 (1995) 245-249). Neste estudo, um grupo de mulheres foi convidada a cheirar camisas usadas por diferentes homens durante dois dias, manifestando depois a sua preferência. A preferência foi sempre pelos homens com perfis MHC bastante distintos dos próprios, ou seja, pelos parceiros mais adequados geneticamente. Um resultado um tanto confuso neste estudo foi o fato de as mulheres que usavam anticoncepcional no momento do estudo tinham demonstrado preferência por odores correspondentes a perfis genéticos idênticos aos seus. É sabido que as fêmeas de rato, após engravidarem, voltam a preferir a companhia de indivíduos geneticamente próximos (irmãos, pais, primos... o que faz sentido em termos de proteção dos genes da família). Embora o paralelismo deva ser feito com reservas, é possível que o anticoncepcional – ao simular na mulher alguns efeitos da gravidez – induza a mulher a preferir a companhia de indivíduos geneticamente próximos. Ou seja, dada a importância do contato social na escolha de parceiros, a pílula pode induzir a mulher a escolher parceiros "errados"...


A questão que ainda se põe atualmente é se na espécie humana existe o órgão específico para detectar ferormônios – o chamado órgão vomeronasal, presente no nariz de vários mamíferos. Se assim for, então a espécie humana possui de fato seis sentidos sendo o sexto sentido a capacidade de detectar ferormônios (R. Taylor, The sixth sense – Your schnozzle may be receiving lewd messages from the opposite sex, New Scientist, 36 (1997)).


Num artigo publicado em 2005 no Jornal Europeu de Obstetrícia e Biologia Reprodutiva, foi comprovado que os cheiros podem afetar o comportamento humano e admite a existência de ferormônios humanos (K. Grammera, B. Finka, N. Neave, Human pheromones and sexual attraction, European Journal of Obstetric & Genecology Reproduction Biology, 118 (2005) 135–142). Certamente nos próximos anos teremos novidades científicas sobre a "química que anda no ar". Embora a investigação em ferormônios possa vir a definir o futuro do acasalamento humano, a verdade é que a espécie tem sobrevivido bem sem saber nada da bioquímica de ferormônios. Os nossos processos de escolha de parceiros, de namoro e de acasalamento, sejam eles quais forem, são inegavelmente eficazes sendo assim não estaríamos no patamar de mais de 6 bilhões de pessoas..."

 

sinto-me: Bioquímico!
música: The Chemicals between us - Bush
publicado por Nuno às 15:31
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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Dreams...

 

E hoje é dia de... Brandi Carlile!

Give up the Ghost, o novo disco, sai hoje (pelo menos na América...). Vale bem a pena ouvir, acreditem... Esta não é, de maneira nenhuma, daquelas que só tem uma canção boa que repetem até à exaustão na rádio, mas que são incapazes de fazer mais música de qualidade na vida... antes pelo contrário! E esta voz...

 

Para ouvir em repeat o dia todo, o novo single: Dreams!

 

Dreams - Brandi Carlile

 

Dreams, I have dreams when I'm awake when I'm asleep
And you, you are in my Dreams
You're underneath my skin, how am I so weak 

 

And now in my dreams,

I can feel the wait, I can just come clean
 

 

I keep it to myself, I know what it means
I can't have you, but I have dreams

 

How long, can you hold your breath?
Can you count to ten, can you let it pass?
To keep, can you keep it in?
Keep it behind lashes, can you make it last?

 

And now in my dreams, I can feel the way
I can just come clean

 

I keep it to myself, I know what it means
I can't have you, but I have dreams
Oh, I have dreams, I have dreams

 

Mind, can you read my mind?
Has it come undone, am I showin' signs?

 

And now, in my dreams
I can feel the wait, I can just come clean
 

I keep it to myself, I know what it means
I can't have you, but I have dreams
I have dreams, I have, I have, I have Dreams

 

http://www.youtube.com/watch?v=s3RRy5ONFaw

(tanto quanto sei ainda não há vídeo oficial... até lá, este serve para ouvir a música!)

 

sinto-me: sleepy...
música: Dreams - Brandi Carlile
publicado por Nuno às 12:03
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

The Fixer...

 

Uma das canções do momento... Actually makes a whole lot of sense!

 

Pearl Jam - The Fixer


When somethings dark, let me shed a little light on it
When somethings cold, let me put a little fire on it
If somethings old, I wanna put a bit of shine on it
When somethings gone, I wanna fight to get it back again

 

Yeah, yeah, yeah, yeah, fight to get it back again
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah

 

When somethings broke, I wanna put a bit of fixin on it
When somethings bored, I wanna put a little exciting on it
If somethings low, I wanna put a little high on it
When somethings lost, I wanna fight to get it back again

 

Yeah, yeah, yeah, yeah, fight to get it back again
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah
 

 

When signals cross, I wanna put a little straight on it
If there's no love, I wanna try to love again

 

I’ll say your prayers, I’ll take your side
I'll find us a way to make light
I'll dig your grave, we'll dance and sing
What's saved could be one last lifetime

 

Hey, hey, hey
Yeah, yeah, yeah, yeah, fight to get it back again
Yeah, yeah, yeah, yeah
Fight to get it back again, yeah, yeah, yeah
Fight to get it back again, yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah
 

 

 http://www.youtube.com/watch?v=w_d6Km3QJFc

 

(legen... - wait for it! - dary!)

 

sinto-me: Putting a high on it!
música: The Fixer - Pearl Jam
publicado por Nuno às 14:26
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